Projeto prevê restaurantes, estação de trem e 4 pontes em nova Ceagesp

Terreno que pode receber entreposto em Perus (zona norte) tem área maior que parque do Ibirapuera.

 

Mudança de localização é apoiada por Haddad, mas comerciantes temem que investimento de R$ 5bi não compense.

 

Uma passarela com visão para os estandes de venda de frutas, uma nova estação de trem e um espaço para restaurantes. Essas são as primeiras propostas de um grupo de comerciantes paulistanos para o projeto de criação de uma nova Ceagesp em Perus, zona norte de São Paulo.

 

A ideia, ainda embrionária, é criar uma estrutura para receber produtores agrícolas e compradores, aos moldes da atual Ceagesp, na Vila Leopoldina, na zona oeste.

 

A criação de um novo entreposto na cidade é apoiada pela gestão Fernando Haddad (PT), que quer revitalizar a região da Vila Leopoldina.

 

Para que o empreendimento dê certo, no entanto, o grupo de comerciantes que conduz o projeto terá que convencer outros permissionários a bancarem um investimento de R$ 5 bilhões necessário para a mudança, incluindo uma série de intervenções viárias, como quatro pontes e acessos à rodovia dos Bandeirantes.

 

Os comerciantes que se opõem à mudança alegam que o custo é muito alto e que não compensaria diante de investimentos já feitos na Vila Leopoldina. Outro pedem a autogestão da atual área.

 

Inicialmente rejeitada pela nova direção da Ceagesp, a ideia acabou recebendo aval de Blairo Maggi, ministro da Agricultura do governo Temer (PMDB). A prefeitura discute dar benefícios à União, responsável pela companhia, caso a mudança ocorra em até cinco anos.

 

A Ceagesp diz que pretende incluir todos os envolvidos na operação do entreposto da Vila Leopoldina no projeto. Segundo a administração, a criação de um novo empreendimento em Perus não invalida a permanência do atual, na zona oeste da cidade.

 

DESENHO

 

Os produtores favoráveis à mudança ainda não dispõem de um projeto executivo para o terreno que já foi adquirido em Perus, às margens da rodovia dos Bandeirantes.

 

No entanto, contrataram do escritório de arquitetura Marcos & Farina um plano de viabilidade – ao qual a Folha teve acesso – que aponta para a construção de 2,2 milhões de m2 de área útil, superior ao parque do Ibirapuera.

 

O coração do novo empreendimento seria uma área de 630 mil m2voltada à negociação de frutas, vegetais e hortaliças.

Cercada por uma via circular de 3,5 km de extensão, a área poderá comportar até um shopping, segundo seus idealizadores.

 

Também se estuda a construção de uma passarela para que os visitantes possam ter uma visão aérea dos estandes dos comerciantes.

 

Ao lado da área principal está previsto o setor turístico. A intenção é receber restaurantes tais como os do Mercadão do centro de São Paulo.

 

Em outro ponto do terreno, a proposta é a construção de uma nova parada de trem na linha 7-rubi, da CPTM, entre as estações Perus e Caieiras. A nova estação teria como objetivo levar os 30 mil trabalhadores estimados no local.

 

Outra função seria a de servir como rota de escoamento ferroviário das mercadorias até o porto de Santos. Uma área anexa serviria ainda de grandes armazéns, para dar vazão às vendas no atacado.

 

No lado oposto à rodovia dos Bandeirantes, haverá espaço para abrigar produtores de cereais e peixes.

 

Outras propostas são a criação de área com serviços para caminhoneiros e uma cooperativa, voltada para reaproveitar sobras de mercadorias negociadas no entreposto.

 

 

 

 

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